Show dos sem ética
Produções de TV do exterior e também exibidas no Brasil mostram rotina de médicos e pacientes antes, durante e depois de cirurgia
Alguns canais de televisão norte-americanos exibem, regularmente, programas sobre cirurgia plástica. Neles, profissionais deixam de ser apenas médicos e tornam-se celebridades. A superexposição da vida de cirurgiões e pacientes – antes, durante e depois do procedimento – é escancarada. Um dos mais conhecidos do gênero é o Dr. 90210, no ar desde 2004, nos Estados Unidos. O programa mostra a rotina de alguns médicos, entre eles, Robert Rey, cirurgião plástico brasileiro, proprietário de uma clínica em Beverly Hills que arrecada milhões de dólares por ano, não só com cirurgias, mas com o próprio show televisivo e publicidade. No Brasil, começou a ser apresentado em canal fechado.
Além de exibir as cirurgias, pacientes e todo o drama emocional que envolve o procedimento, a produção mostra a vida particular dos médicos. Rey e outros profissionais vivem rodeados de câmeras, que os seguem até em momentos de lazer ou convívio familiar. Na TV aberta brasileira, o programa é veiculado desde 2007 pela Rede TV, com o título Dr. Hollywood. Nessa versão, além do conteúdo original da produção americana, Rey concede, a cada episódio, entrevista exclusiva à apresentadora do canal brasileiro, Daniela Albuquerque.
Se atuasse como médico no Brasil, Rey já teria respondido a procedimento ético em um dos conselhos de medicina. O conselheiro do Cremesp e coordenador da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame), Lavínio Camarim, lembra que a legislação médica norte-americana é diferente da brasileira. “Nós temos um código de ética que preserva muito o trabalho do médico e, principalmente, a medicina”.
No Brasil, é vedada a exibição de pacientes e cirurgias que não estejam inseridos em ambientes de ensino e congressos médicos. Regulam a divulgação de assuntos médicos e a propaganda, o Decreto-Lei Federal nº 4113/42, a Resolução nº1701/03 do Conselho Federal de Medicina (CFM), além de vários artigos do Código de Ética Médica. Há, ainda, o Manual da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame), com normas específicas sobre o tema.
“Programas como o Dr. Hollywood entram no país e prestam um desserviço à sociedade brasileira e à medicina, por expor pacientes, prometer resultados e criar um show em torno de procedimento cirúrgico”, afirma Camarim. “O médico brasileiro responderia a uma sindicância, que poderia justificar um processo ético-profissional, caso participasse de programa desse gênero”, alerta.
As sociedades médicas também condenam essa prática. “A exposição de pacientes em programas de televisão que não têm caráter educativo, apenas com a finalidade de promoção pessoal e de modo sensacionalista, é condenada pelas sociedades de cirurgia plástica de qualquer país e pelos médicos”, declara o presidente da Federação Ibero Latino-Americana de Cirurgia Plástica, José Tariki. “Os próprios cirurgiões plásticos norte-americanos sentem-se desconfortáveis com esse tipo de programa, pois traz conotações que vulgarizam a especialidade, dando a impressão de serem procedimentos banais”, completa Tariki.
Além do Dr. Hollywood, a televisão dos EUA já produziu outras “atrações” na mesma linha. O 10 Years Younger, do Discovery Home and Health, e o Extreme Makeover, da ABC, acompanhavam pessoas que, após serem submetidas a cirurgias plásticas, mudavam radicalmente a aparência. A MTV foi mais longe no show de absurdos. Exibiu, durante 2004 e 2005, o I Want a Famous Face, no qual pessoas comuns passavam por várias intervenções cirúrgicas para ficar com o rosto igual ao de uma celebridade. “Esse tipo de reality show tem formato de apresentação impactante e causa desconforto e insegurança às pessoas que pretendem se submeter à cirurgia plástica”, lamenta Tariki.
Também é comum a participação de médicos em programas de variedades – no exterior e no Brasil. Alguns profissionais têm até quadros fixos em algumas produções. Nem todos respeitam os preceitos éticos que a exposição exige. Na Codame do Cremesp, um grupo de conselheiros e delegados acompanha a participação de médicos na mídia.
Além de orientar os profissionais sobre os aspectos éticos na divulgação, publicidade e propaganda de assuntos médicos, a comissão pode encaminhar denúncia contra os que não seguem as normas. “Estamos indo a campo para levar o ensinamento aos médicos, por meio de palestras, mas, ao mesmo tempo, fazendo buscas ativas na mídia para coibir os excessos”, explica Camarim. “O médico pode participar de programa de televisão apenas com o objetivo de orientar a população, demonstrando a característica informativa do assunto que está tratando”, completou ele. A Federação Ibero Latino-Americana de Cirurgia Plástica organiza mesas redondas sobre ética aos seus associados em que esse tema é discutido.
Nos Estados Unidos, o exercício ético da especialidade é regulado pela American Society of Plastic Surgeons (ASPS). Dentro dessa grande área atuam os órgãos regulamentadores de subespecialidades, como a American Society for Aesthetic Plastic Surgery (ASAPS), presidida pelo médico Renato Saltz. “Aqueles que são membros da sociedade e possuem certificado de especialista têm de seguir o seu código de ética”, informa Saltz . Segundo ele, os especialistas credenciados são observados pelo conselho de ética e, também, pelo American Board of Plastic Surgery, podendo ser suspensos pelas duas entidades se cometerem ilícitos éticos.” Mas, infelizmente, não termos como parar casos como o de Dr. Robert Rey. Ele não é membro de nenhuma sociedade e não tem título de especialista”, afirmou Saltz. “Várias tentativas foram feitas e o público americano foi informado, de muitas maneiras, que seu show não representa a realidade da cirurgia plástica. Ele já perdeu muito ibope por aqui e, por isso, se lançou no Brasil, na República Dominicana e em outros países na América do Sul”, completou o presidente da ASAPS.
Procurada pela Ser Médico, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) disse que não iria se pronunciar sobre o assunto, “pois trata-se de um tema que não é institucional. Além disso, cada emissora é responsável pelo conteúdo que veicula”. A diretoria artística da Rede TV também foi contatada, mas não respondeu às questões encaminhadas até o fechamento desta edição. (Colaborou Bruno Martins)
Texto extraido da revista "Ser Medico" do CREMESP.
http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Revista&id=506
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Tomar sol ajuda proteger os neurônios
Pouca vitamina D no organismo pode comprometer a função cognitiva
Dermatologistas costumam alertar: para expor a pele aos raios solares é preciso aplicar protetor, o que evita câncer e envelhecimento precoce. Mas fugir do sol também traz consequências graves para o cérebro. Pesquisadores descobriram que a ausência de vitamina D no organismo pode comprometer funções cognitivas. Embora seja mais conhecida por promover saúde dos ossos e regular os níveis de cálcio, a vitamina desativa enzimas cerebrais que participam da síntese de neurotransmissores e do crescimento neuronal. Com essas descobertas, pesquisadores esperam que no futuro a vitamina ajude no tratamento de pacientes com Alzheimer.
“Sabemos que há receptores de vitamina D espalhados por todo o sistema nervoso central e hipocampo. Além disso, ela ativa e desativa as enzimas no cérebro e no fluido cerebrospinal envolvidas na síntese de neurotransmissores e no crescimento dos nervos”, explicou o pesquisador Robert J. Przybelski, da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin. Os estudos em animais e em laboratório sugerem que a substância pode proteger os neurônios e reduzir a inflamação.
Dois novos experimentos revelam mais novidades sobre o assunto. O primeiro, conduzido pelo neurocientista David Llewellyn, da Universidade de Cambridge, avaliou o índice da presença da vitamina em mais de 1.700 ingleses com mais de 65 anos. Os voluntários foram divididos em quatro grupos de acordo com os índices da substância encontrados no sangue: profundamente deficiente, deficiente, insuficiente e excelente; em seguida, foram testados quanto à função cognitiva. Os cientistas descobriram que, quanto mais baixos os níveis, maior o impacto negativo no desempenho na bateria de testes mentais. Se comparados a pessoas do grupo excelente, os que apresentavam valores mais baixos corriam mais risco de ter alguma deficiência mental.
O segundo estudo, conduzido por cientistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra, concentrou-se nos níveis de vitamina D e no desempenho cognitivo de mais de 3.100 voluntários entre 40 e 79 anos em oito países europeus. As informações mostram que os participantes com níveis mais baixos demoraram mais tempo para processar informações. Essa correlação foi particularmente expressiva entre os homens com mais de 60 anos.
“O fato de essa relação ter sido estabelecida em larga escala e em um estudo com seres humanos é muito importante, mas ainda há muito a ser estudado. Embora saibamos que o baixo grau da vitamina está associado ao comprometimento mental, não descobrimos se os altos reduziram a perda cognitiva”, salienta Przybelski.
Pelo fato de o comprometimento cognitivo ser, em geral, precursor da demência e do Alzheimer, a vitamina D é tema em constante discussão entre os cientistas que tentam responder a essas questões. Przybelski, por exemplo, planeja um estudo sobre isso para verificar se afetará a incidência de Alzheimer em longo prazo. Então, quanto de vitamina D é suficiente? Alguns especialistas dizem que de 15 a 30 minutos de exposição ao sol, de duas a três vezes por semana, seria o ideal para adultos saudáveis. É importante lembrar que fatores como a cor da pele, o local de residência e a área exposta ao sol afetarão o volume de vitamina D produzido por cada um.
FONTE: Revista Mente&Cerebro
Dermatologistas costumam alertar: para expor a pele aos raios solares é preciso aplicar protetor, o que evita câncer e envelhecimento precoce. Mas fugir do sol também traz consequências graves para o cérebro. Pesquisadores descobriram que a ausência de vitamina D no organismo pode comprometer funções cognitivas. Embora seja mais conhecida por promover saúde dos ossos e regular os níveis de cálcio, a vitamina desativa enzimas cerebrais que participam da síntese de neurotransmissores e do crescimento neuronal. Com essas descobertas, pesquisadores esperam que no futuro a vitamina ajude no tratamento de pacientes com Alzheimer.
“Sabemos que há receptores de vitamina D espalhados por todo o sistema nervoso central e hipocampo. Além disso, ela ativa e desativa as enzimas no cérebro e no fluido cerebrospinal envolvidas na síntese de neurotransmissores e no crescimento dos nervos”, explicou o pesquisador Robert J. Przybelski, da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin. Os estudos em animais e em laboratório sugerem que a substância pode proteger os neurônios e reduzir a inflamação.
Dois novos experimentos revelam mais novidades sobre o assunto. O primeiro, conduzido pelo neurocientista David Llewellyn, da Universidade de Cambridge, avaliou o índice da presença da vitamina em mais de 1.700 ingleses com mais de 65 anos. Os voluntários foram divididos em quatro grupos de acordo com os índices da substância encontrados no sangue: profundamente deficiente, deficiente, insuficiente e excelente; em seguida, foram testados quanto à função cognitiva. Os cientistas descobriram que, quanto mais baixos os níveis, maior o impacto negativo no desempenho na bateria de testes mentais. Se comparados a pessoas do grupo excelente, os que apresentavam valores mais baixos corriam mais risco de ter alguma deficiência mental.
O segundo estudo, conduzido por cientistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra, concentrou-se nos níveis de vitamina D e no desempenho cognitivo de mais de 3.100 voluntários entre 40 e 79 anos em oito países europeus. As informações mostram que os participantes com níveis mais baixos demoraram mais tempo para processar informações. Essa correlação foi particularmente expressiva entre os homens com mais de 60 anos.
“O fato de essa relação ter sido estabelecida em larga escala e em um estudo com seres humanos é muito importante, mas ainda há muito a ser estudado. Embora saibamos que o baixo grau da vitamina está associado ao comprometimento mental, não descobrimos se os altos reduziram a perda cognitiva”, salienta Przybelski.
Pelo fato de o comprometimento cognitivo ser, em geral, precursor da demência e do Alzheimer, a vitamina D é tema em constante discussão entre os cientistas que tentam responder a essas questões. Przybelski, por exemplo, planeja um estudo sobre isso para verificar se afetará a incidência de Alzheimer em longo prazo. Então, quanto de vitamina D é suficiente? Alguns especialistas dizem que de 15 a 30 minutos de exposição ao sol, de duas a três vezes por semana, seria o ideal para adultos saudáveis. É importante lembrar que fatores como a cor da pele, o local de residência e a área exposta ao sol afetarão o volume de vitamina D produzido por cada um.
FONTE: Revista Mente&Cerebro
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
ANS estabelece prazos máximos de atendimento a clientes de planos de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabeleceu prazos máximos de atendimento aos clientes de planos de saúde. Os prazos, a serem cumpridos pelas operadoras de planos de saúde, variam de três a 21 dias, dependendo da especialidade.
As operadoras terão, por exemplo, sete dias para providenciar atendimento odontológico e básico (pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia, cardiologia, ortopedia e traumatologia). No caso de consultas a fonoaudiólogo, nutricionista e psicólogo, sessões de fisioterapia e terapia ocupacional e exames de diagnóstico por imagem, o serviço deverá ser prestado em até dez dias.
Para procedimentos de alta complexidade e internações eletivas (que não são de emergência), o tempo máximo é de 21 dias. Os prazos serão oficializados em uma instrução normativa da ANS, que deve ser publicada na próxima semana.
De acordo com ANS, se a operadora desrespeitar os prazos, correrá o risco de ter o registro suspenso. As empresas poderão apresentar à agência um plano alternativo, caso aleguem falta de condições para cumprir os prazos de atendimento.
A ANS tomou a medida depois de pesquisar os prazos adotados e considerados razoáveis pela maioria dos planos. Segundo o estudo, nas consultas básicas, 9,6% das operadoras consideram razoável o serviço ser prestado no prazo superior a 16 dias. Nas consultas de outras especialidades, 24,8% realizam e 25,3% entendem como razoável espera de 8 a 15 dias pelo atendimento.
Em relação às cirurgias eletivas com implante, 48,9% adotam prazo de até 30 dias e 52% consideram o tempo razoável. Foram ouvidas 840 operadoras, o equivalente a 72,3% do setor, com 42 milhões de usuários, correspondendo a 89% do total.
Fonte: Agência Brasil
As operadoras terão, por exemplo, sete dias para providenciar atendimento odontológico e básico (pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia, cardiologia, ortopedia e traumatologia). No caso de consultas a fonoaudiólogo, nutricionista e psicólogo, sessões de fisioterapia e terapia ocupacional e exames de diagnóstico por imagem, o serviço deverá ser prestado em até dez dias.
Para procedimentos de alta complexidade e internações eletivas (que não são de emergência), o tempo máximo é de 21 dias. Os prazos serão oficializados em uma instrução normativa da ANS, que deve ser publicada na próxima semana.
De acordo com ANS, se a operadora desrespeitar os prazos, correrá o risco de ter o registro suspenso. As empresas poderão apresentar à agência um plano alternativo, caso aleguem falta de condições para cumprir os prazos de atendimento.
A ANS tomou a medida depois de pesquisar os prazos adotados e considerados razoáveis pela maioria dos planos. Segundo o estudo, nas consultas básicas, 9,6% das operadoras consideram razoável o serviço ser prestado no prazo superior a 16 dias. Nas consultas de outras especialidades, 24,8% realizam e 25,3% entendem como razoável espera de 8 a 15 dias pelo atendimento.
Em relação às cirurgias eletivas com implante, 48,9% adotam prazo de até 30 dias e 52% consideram o tempo razoável. Foram ouvidas 840 operadoras, o equivalente a 72,3% do setor, com 42 milhões de usuários, correspondendo a 89% do total.
Fonte: Agência Brasil
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
BOTOX e a ENXAQUECA
Botox é aprovado como tratamento preventivo para enxaqueca crônica
O uso da toxina foi aprovado pela agência reguladora de medicamentos do Reino Unido e restringe-se a pacientes crônicos.
Especialista realiza aplicação de botox em paciente em consultório
O Botox foi aprovado pela Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency como tratamento preventivo da enxaqueca crônica. Mas apenas as pessoas que sentem dores, pelo menos, 15 dias por mês poderão desfrutar do novo tratamento.
Estudos comprovaram que mais de 1.300 pacientes apresentaram redução na frequência de dores de cabeça a partir da utilização da toxina botulínica. Em ensaios clínicos, os pacientes receberam até cinco doses de injeções de Botox na cabeça e em músculos do pescoço, a cada 12 semanas.
Após 24 semanas, os pacientes tratados com a toxina relataram ter sentido dores por períodos menores, quando comparados àqueles que receberam injeção de placebo. Em um ano, quase 70% dos pacientes tratados com Botox apresentaram uma redução de 50% na intensidade da enxaqueca.
Segundo Wendy Thomas, diretor executivo do The Migraine Trust, a "enxaqueca crônica é, atualmente, sub-pesquisada, sub-diagnosticada e as condições sub-tratadas. Sabemos que o tratamento com medicação para dor aguda nem sempre funciona para estes pacientes" .
Estima-se que 700 mil pessoas no Reino Unido sofrem de enxaqueca crônica. As injeções de toxina botulínica, mais comumente associada à suavização de rugas e no relaxamento muscular, podem bloquear os sinais de dor.
Segundo informações divulgadas pelo portal Dentistry, os pacientes que sofrem de enxaqueca devem procurar um neurologista para assegurar um diagnóstico correto e o tratamento apropriado. Os resultados do estudo foram publicados pela revista Headache.
fonte: isaude.net
O uso da toxina foi aprovado pela agência reguladora de medicamentos do Reino Unido e restringe-se a pacientes crônicos.
Especialista realiza aplicação de botox em paciente em consultório
O Botox foi aprovado pela Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency como tratamento preventivo da enxaqueca crônica. Mas apenas as pessoas que sentem dores, pelo menos, 15 dias por mês poderão desfrutar do novo tratamento.
Estudos comprovaram que mais de 1.300 pacientes apresentaram redução na frequência de dores de cabeça a partir da utilização da toxina botulínica. Em ensaios clínicos, os pacientes receberam até cinco doses de injeções de Botox na cabeça e em músculos do pescoço, a cada 12 semanas.
Após 24 semanas, os pacientes tratados com a toxina relataram ter sentido dores por períodos menores, quando comparados àqueles que receberam injeção de placebo. Em um ano, quase 70% dos pacientes tratados com Botox apresentaram uma redução de 50% na intensidade da enxaqueca.
Segundo Wendy Thomas, diretor executivo do The Migraine Trust, a "enxaqueca crônica é, atualmente, sub-pesquisada, sub-diagnosticada e as condições sub-tratadas. Sabemos que o tratamento com medicação para dor aguda nem sempre funciona para estes pacientes" .
Estima-se que 700 mil pessoas no Reino Unido sofrem de enxaqueca crônica. As injeções de toxina botulínica, mais comumente associada à suavização de rugas e no relaxamento muscular, podem bloquear os sinais de dor.
Segundo informações divulgadas pelo portal Dentistry, os pacientes que sofrem de enxaqueca devem procurar um neurologista para assegurar um diagnóstico correto e o tratamento apropriado. Os resultados do estudo foram publicados pela revista Headache.
fonte: isaude.net
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
EM COMBATE AO MAU EXERCICIO DA CIRURGIA PLASTICA
Texto publicado no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plastica (www.cirurgiaplastica.org.br)
Em atenção aos múltiplos questionamentos e queixas, recebidas por esta Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em face da “Pós Graduação Latu Senso” (incluindo dentre estes os chamados “cursos de final de semana”), em áreas de especialidades médicas não reconhecidas, a SBCP passa ao conhecimento de V.Sas. o que segue:
•“Medicina Estética” não é especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e/ou Associação Médica Brasileira (AMB);
•Cursos de “Estética” não são reconhecidos pelo Conselho Federal de Medicina;
•Cursos de “Cirurgia Plástica Estética” não tem fins legais, conforme disposto na consulta realizada pela SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA (SBCP) junto ao Conselho Federal de Medicina (CFM) - carta CFM nº 4784/2007;
•Títulos oriundos de tais eventos não deferem aos portadores registrarem-se como especialistas perante os Conselhos Regionais de Medicina, ou se anunciarem como tal, quer por meio de cartazes, folders, internet ou em meios de comunicação. Anunciar-se como esteticista, cosmiatra ou “especialista” em medicina estética, caracteriza infração ao Código de Ética Médica, e muito além da ilicitude é induzir a população leiga à confundir-se com CIRURGIÕES PLÁSTICOS;
•A Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia Plástica Estética, não é instituição reconhecida pela Associação Médica Brasileira ou Conselho Federal de Medicina;
•O entendimento da SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA, sobre “cursos de especialização (ou similares) em cirurgia plástica estética e/ou medicina estética” é o fiel cumprimento da Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 1634/2002;
•CIRURGIA PLÁSTICA é única e indivisível, conforme disposto na Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 1621/2001;
•Compete ao Conselho Federal de Medicina e Conselhos Regionais de Medicina, a fiscalização e correção do exercício da Medicina dentro dos postulados Éticos e Legais vigentes no país.
Em que pesem os postulados Éticos e Legais acima descritos, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, por meio de seu Departamento de Defesa Profissional (DEPRO), tem adotado as medidas legais cabíveis, quais sejam formalização de denúncias junto ao Conselho Federal de Medicina e Conselho Regional de Medicina, em face de cursos de “Pós Graduação Latu Senso”, bem como seus organizadores. Outrossim, tem formalizado denúncias concomitantemente à Comissão Mista de Especialidades (Conselho Federal de Medicina; Associação Médica Brasileira; e Comissão Nacional de Residência Médica). Vale frisar que o DEPRO juntamente com a Assessoria Jurídica da SBCP tem trabalhado nos últimos anos junto ao Ministério Público (nos Estados e em nível federal), uma ação conjunta no sentido de coibir a realização dos chamados “cursos de final de semana”, trabalho este, que tem surtido efeito, haja vista a diminuição de anúncios e propagandas dos mesmos entre 2009 e 2010.
Um dos obstáculos que tem sido enfrentados na discussão desse tema é de que a grande maioria destes cursos é oferecida por universidades autorizadas pelo Ministério da Educação - MEC que, por conseguinte, referenda a realização dos mesmos. Como a competência para fiscalização do ensino do País é atribuição exclusiva do MEC, a SBCP tem insistido para que o próprio MEC acate as denúncias feitas e juntamente com o CFM e os Conselhos Regionais tome providências a respeito do assunto.
Nesse sentido vale informar que, este DEPRO, juntamente com o Exmos. Srs. Presidentes, da SBCP, à época, Dr. José Y. Tariki; e da AMB Dr. José Luiz Amaral, esteve em audiência no Ministério da Educação (MEC), em 15 de julho de 2009, a fim de protocolar denúncia formal e o requerimento de rito sumário no trato desta matéria (cursos de pós-graduação Latu Senso em Medicina), que há tempos ferem o exercício ético da Medicina, bem como a formação médica.
É certo que, competem aquelas Egrégias Câmaras (CFM e MEC), e somente elas, a fiscalização e correção de desvios. Também é certo que a SBCP continuará trabalhando intensamente para que essa fiscalização seja eficaz e buscará resultados em prol daquilo que todos nós acreditamos, que é a busca de uma qualidade de ensino digna em nossa área de atuação e o fim dos oportunistas e despreparados.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) convocou, preliminarmente para o dia 10/setembro/2010, reunião em Sessão Plenária Temática sobre os ditos “cursos de pós graduação em áreas médicas não reconhecidas”. A SBCP foi convocada a participar juntamente com a AMB, CFM, Ministério da Educação, e Ministério Público.
Além disso, é importante frisar que o DEPRO e a Assessoria Jurídica da SBCP tem se empenhado no sentido de municiar o Poder Judiciário a respeito da manutenção das recentes decisões proferidas em favor da Cirurgia Plástica, proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que declararam não ser a medicina estética uma especialidade médica. Estas decisões são uma vitória da cirurgia plástica brasileira e uma diretriz importante a respeito da discussão do tema perante os órgãos de medicina e ensino no Brasil.
Por fim, é preciso informar que o DEPRO e a Assessoria Jurídica da SBCP têm buscado dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado durante as últimas gestões da SBCP e intensificará a pedido da atual Diretoria Executiva o debate do tema junto ao MEC, CFM e AMB no sentido de impedir a realização dos cursos de pos graduação latu sensu que não estejam dentro dos padrões de ensino e qualidade fundamentais e necessários para o ensino da cirurgia plástica no Brasil.
Sendo o que nos cumpre para o momento, a SBCP permanece atenta aos desvios que possam macular a imagem da Cirurgia Plástica brasileira, buscando sempre a segurança da população e o exercício pleno e ético da especialidade.
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
Departamento de Defesa Profissional – SBCP
Assessoria Jurídica - SBCP
Em atenção aos múltiplos questionamentos e queixas, recebidas por esta Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em face da “Pós Graduação Latu Senso” (incluindo dentre estes os chamados “cursos de final de semana”), em áreas de especialidades médicas não reconhecidas, a SBCP passa ao conhecimento de V.Sas. o que segue:
•“Medicina Estética” não é especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e/ou Associação Médica Brasileira (AMB);
•Cursos de “Estética” não são reconhecidos pelo Conselho Federal de Medicina;
•Cursos de “Cirurgia Plástica Estética” não tem fins legais, conforme disposto na consulta realizada pela SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA (SBCP) junto ao Conselho Federal de Medicina (CFM) - carta CFM nº 4784/2007;
•Títulos oriundos de tais eventos não deferem aos portadores registrarem-se como especialistas perante os Conselhos Regionais de Medicina, ou se anunciarem como tal, quer por meio de cartazes, folders, internet ou em meios de comunicação. Anunciar-se como esteticista, cosmiatra ou “especialista” em medicina estética, caracteriza infração ao Código de Ética Médica, e muito além da ilicitude é induzir a população leiga à confundir-se com CIRURGIÕES PLÁSTICOS;
•A Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia Plástica Estética, não é instituição reconhecida pela Associação Médica Brasileira ou Conselho Federal de Medicina;
•O entendimento da SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA, sobre “cursos de especialização (ou similares) em cirurgia plástica estética e/ou medicina estética” é o fiel cumprimento da Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 1634/2002;
•CIRURGIA PLÁSTICA é única e indivisível, conforme disposto na Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 1621/2001;
•Compete ao Conselho Federal de Medicina e Conselhos Regionais de Medicina, a fiscalização e correção do exercício da Medicina dentro dos postulados Éticos e Legais vigentes no país.
Em que pesem os postulados Éticos e Legais acima descritos, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, por meio de seu Departamento de Defesa Profissional (DEPRO), tem adotado as medidas legais cabíveis, quais sejam formalização de denúncias junto ao Conselho Federal de Medicina e Conselho Regional de Medicina, em face de cursos de “Pós Graduação Latu Senso”, bem como seus organizadores. Outrossim, tem formalizado denúncias concomitantemente à Comissão Mista de Especialidades (Conselho Federal de Medicina; Associação Médica Brasileira; e Comissão Nacional de Residência Médica). Vale frisar que o DEPRO juntamente com a Assessoria Jurídica da SBCP tem trabalhado nos últimos anos junto ao Ministério Público (nos Estados e em nível federal), uma ação conjunta no sentido de coibir a realização dos chamados “cursos de final de semana”, trabalho este, que tem surtido efeito, haja vista a diminuição de anúncios e propagandas dos mesmos entre 2009 e 2010.
Um dos obstáculos que tem sido enfrentados na discussão desse tema é de que a grande maioria destes cursos é oferecida por universidades autorizadas pelo Ministério da Educação - MEC que, por conseguinte, referenda a realização dos mesmos. Como a competência para fiscalização do ensino do País é atribuição exclusiva do MEC, a SBCP tem insistido para que o próprio MEC acate as denúncias feitas e juntamente com o CFM e os Conselhos Regionais tome providências a respeito do assunto.
Nesse sentido vale informar que, este DEPRO, juntamente com o Exmos. Srs. Presidentes, da SBCP, à época, Dr. José Y. Tariki; e da AMB Dr. José Luiz Amaral, esteve em audiência no Ministério da Educação (MEC), em 15 de julho de 2009, a fim de protocolar denúncia formal e o requerimento de rito sumário no trato desta matéria (cursos de pós-graduação Latu Senso em Medicina), que há tempos ferem o exercício ético da Medicina, bem como a formação médica.
É certo que, competem aquelas Egrégias Câmaras (CFM e MEC), e somente elas, a fiscalização e correção de desvios. Também é certo que a SBCP continuará trabalhando intensamente para que essa fiscalização seja eficaz e buscará resultados em prol daquilo que todos nós acreditamos, que é a busca de uma qualidade de ensino digna em nossa área de atuação e o fim dos oportunistas e despreparados.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) convocou, preliminarmente para o dia 10/setembro/2010, reunião em Sessão Plenária Temática sobre os ditos “cursos de pós graduação em áreas médicas não reconhecidas”. A SBCP foi convocada a participar juntamente com a AMB, CFM, Ministério da Educação, e Ministério Público.
Além disso, é importante frisar que o DEPRO e a Assessoria Jurídica da SBCP tem se empenhado no sentido de municiar o Poder Judiciário a respeito da manutenção das recentes decisões proferidas em favor da Cirurgia Plástica, proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que declararam não ser a medicina estética uma especialidade médica. Estas decisões são uma vitória da cirurgia plástica brasileira e uma diretriz importante a respeito da discussão do tema perante os órgãos de medicina e ensino no Brasil.
Por fim, é preciso informar que o DEPRO e a Assessoria Jurídica da SBCP têm buscado dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado durante as últimas gestões da SBCP e intensificará a pedido da atual Diretoria Executiva o debate do tema junto ao MEC, CFM e AMB no sentido de impedir a realização dos cursos de pos graduação latu sensu que não estejam dentro dos padrões de ensino e qualidade fundamentais e necessários para o ensino da cirurgia plástica no Brasil.
Sendo o que nos cumpre para o momento, a SBCP permanece atenta aos desvios que possam macular a imagem da Cirurgia Plástica brasileira, buscando sempre a segurança da população e o exercício pleno e ético da especialidade.
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
Departamento de Defesa Profissional – SBCP
Assessoria Jurídica - SBCP
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Tatuagens e hepatite C
Estudo associa maior número de tatuagens a risco elevado de hepatite C
Notícias
Pessoas que não se cansam de marcar seu corpo com tatuagens parecem ter maior risco de ter hepatite C e outras doenças no sangue, segundo recente estudo da Universidade de British Columbia, no Canadá. Avaliando 124 estudos em 30 países, incluindo o Brasil e os Estados Unidos, os especialistas notaram que a ocorrência de hepatite C é diretamente associada ao número de tatuagens de uma pessoa.
O médico Siavash Jafari, líder do estudo, alerta que, “considerando que os instrumentos das tatuagens entram em contato com o sangue e com os fluidos sanguíneos, infecções podem ser transmitidas se esses instrumentos forem usados em mais de uma pessoa sem serem esterilizados ou sem as técnicas de higiene adequadas”. Ele acrescenta que, muitas vezes, as tintas não são armazenadas em recipientes esterilizados, além de algumas conterem componentes tóxicos, incluindo até tinta de parede e de impressora.
Publicados na edição deste mês do International Journal of Infectious Diseases, os resultados indicaram também que os tatuados enfrentam outros problemas, incluindo o risco de reações alérgicas, HIV, hepatite B, infecções bacterianas ou com fungos, além de outros problemas na hora de fazer a remoção de uma tatuagem indesejada.
Baseados nos resultados, os especialistas defendem a adoção de diretrizes mais rígidas para os tatuadores e clientes e o reforço a essas orientações através de inspeções e registros de eventos adversos. Eles também recomendam programas de prevenção com foco nos jovens e presidiários. “Os clientes e o público em geral devem ser educados sobre os riscos associados às tatuagens, e os tatuadores precisam discutir os riscos com os clientes”.
Fonte: University of British Columbia. Press release. 06 de agosto de 2010.
Notícias
Pessoas que não se cansam de marcar seu corpo com tatuagens parecem ter maior risco de ter hepatite C e outras doenças no sangue, segundo recente estudo da Universidade de British Columbia, no Canadá. Avaliando 124 estudos em 30 países, incluindo o Brasil e os Estados Unidos, os especialistas notaram que a ocorrência de hepatite C é diretamente associada ao número de tatuagens de uma pessoa.
O médico Siavash Jafari, líder do estudo, alerta que, “considerando que os instrumentos das tatuagens entram em contato com o sangue e com os fluidos sanguíneos, infecções podem ser transmitidas se esses instrumentos forem usados em mais de uma pessoa sem serem esterilizados ou sem as técnicas de higiene adequadas”. Ele acrescenta que, muitas vezes, as tintas não são armazenadas em recipientes esterilizados, além de algumas conterem componentes tóxicos, incluindo até tinta de parede e de impressora.
Publicados na edição deste mês do International Journal of Infectious Diseases, os resultados indicaram também que os tatuados enfrentam outros problemas, incluindo o risco de reações alérgicas, HIV, hepatite B, infecções bacterianas ou com fungos, além de outros problemas na hora de fazer a remoção de uma tatuagem indesejada.
Baseados nos resultados, os especialistas defendem a adoção de diretrizes mais rígidas para os tatuadores e clientes e o reforço a essas orientações através de inspeções e registros de eventos adversos. Eles também recomendam programas de prevenção com foco nos jovens e presidiários. “Os clientes e o público em geral devem ser educados sobre os riscos associados às tatuagens, e os tatuadores precisam discutir os riscos com os clientes”.
Fonte: University of British Columbia. Press release. 06 de agosto de 2010.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
No DF, cirurgias plásticas de grande porte somente em hospitais.
Cirurgias plásticas de grande porte no Distrito Federal só poderão ser feitas em hospitais
Plantão | Publicada em 16/07/2010 às 20h31m
DFTV, O Globo
BRASÍLIA - Médicos, Vigilância Sanitária e Ministério Público decidiram, em reunião no Conselho Federal de Medicina, nesta sexta-feira, que as cirurgias plásticas de grande porte agora só poderão ser feitas nos hospitais. Quando o paciente for submetido a mais de dois procedimentos ao mesmo tempo, também terá de procurar um hospital. A decisão foi tomada após a morte, na semana passada, de Marinalda Ribeiro, de 46 anos, que teve uma parada cardíaca durante uma lipoaspiração. A polícia ainda investiga o que causou a morte dela.
O termo de compromisso assinado nesta sexta-feira restringe as cirurgias plásticas que podem ser feitas nas clínicas e passa a exigir que elas tenham um hospital de referência em um raio máximo de 10 km. Além disso, que disponham de um serviço de ambulância capaz de atender a emergências em até 20 minutos.
Fonte: O GLOBO
Leia reportagem na integra:
http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/07/16/cirurgias-plasticas-de-grande-porte-no-distrito-federal-so-poderao-ser-feitas-em-hospitais-917171703.asp
Plantão | Publicada em 16/07/2010 às 20h31m
DFTV, O Globo
BRASÍLIA - Médicos, Vigilância Sanitária e Ministério Público decidiram, em reunião no Conselho Federal de Medicina, nesta sexta-feira, que as cirurgias plásticas de grande porte agora só poderão ser feitas nos hospitais. Quando o paciente for submetido a mais de dois procedimentos ao mesmo tempo, também terá de procurar um hospital. A decisão foi tomada após a morte, na semana passada, de Marinalda Ribeiro, de 46 anos, que teve uma parada cardíaca durante uma lipoaspiração. A polícia ainda investiga o que causou a morte dela.
O termo de compromisso assinado nesta sexta-feira restringe as cirurgias plásticas que podem ser feitas nas clínicas e passa a exigir que elas tenham um hospital de referência em um raio máximo de 10 km. Além disso, que disponham de um serviço de ambulância capaz de atender a emergências em até 20 minutos.
Fonte: O GLOBO
Leia reportagem na integra:
http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2010/07/16/cirurgias-plasticas-de-grande-porte-no-distrito-federal-so-poderao-ser-feitas-em-hospitais-917171703.asp
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