O termo “orelha” (do latim: aurícula), pavilhão auricular ou pavilhão auditivo externo são utilizados para descrever a parte externa do aparelho auditivo.
Em muitas culturas, a orelha é vista como chamariz. Em algumas comunidades, a laceração do lóbulo da orelha é símbolo de status e quanto maior o buraco (ampliados das mais diversas formas), mais alta é a posição social do indivíduo.
Nossa cultura também valoriza muito a orelha. Por tratar-se de elemento facial muito visível, pode infringir grandes danos a auto-estima do indivíduo, principalmente em determinadas épocas da vida.
Estima-se que cerca de 5% da população tenha a condição denominada “orelha em abano”, quando a orelha é “mais aberta” e não possui os mesmos desenhos internos que as consideradas “normais”.
A melhor época para corrigir o problema é quando criança (a partir dos 7 anos) e adolescente. O adulto não tem a mesma maleabilidade da cartilagem, tornando a correção mais trabalhosa (mas não impossível).
A lista de apelidos é enorme e a criatividade das crianças para isto parece ser infinita. Pode parecer brincadeira infantil, mas a sensibilidade do indivíduo àquela situação ninguém pode mensurar. Os traumas advindos podem resultar em baixo rendimento escolar, pouca auto-confiança e desenvoltura. Alguns nem se importam e zombam de volta, outros tornam-se tão reprimidos a ponto de usar cortes de cabelo diferenciados somente para camuflar o detalhe. O real impacto que tal situação pode causar ao indivíduo ninguém pode mensurar.
O acompanhamento dos resultados de pacientes operados têm mostrado que tal procedimento está longe de ser considerado banalidade.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
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